Durante dez meses, Amara Moira, 31 anos, pagou o crediário de uma loja de departamento onde renovou o guarda-roupa — todas as peças foram compradas, pela primeira vez, na seção feminina. Era o início de sua transição de gênero, do uso de um novo nome e da construção de uma imagem diferente. Nessa época, Amara já estava em seu doutorado na Unicamp, em Campinas, interior paulista, e um dia chegou à universidade usando algumas dessas novas peças que ela adquiriu. Foi para a aula com uma calça jeans, tênis rosa e uma blusa do Bob Esponja.
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Novembro é um mês importante para as mulheres negras no Brasil. O dia 20 – Dia da Consciência Negra – e o dia 25 – Dia Latino-americano e Caribenho pelo fim da violência contra a mulher – são duas datas simbólicas para trazer à memória a história de luta e resistência das mulheres negras e refletir sobre as condições atuais de vida dessa população.

Uma pesquisa nacional divulgada no dia 2 de novembro aponta que 70% da população sente que as polícias cometem excessos de violência no exercício da função. O percentual sobe entre jovens com idade entre 16 e 24 anos, chegando a 75%. Os dados foram apurados pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Cerca de 150 indígenas iniciaram protesto no dia 8 de novembro, no início da tarde, diante da casa utilizada para reuniões pela Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), em Brasília.