Indígenas protestam contra expansão do agronegócio e em defesa de seus direitos
Cerca de 150 indígenas iniciaram protesto no dia 8 de novembro, no início da tarde, diante da casa utilizada para reuniões pela Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), em Brasília. Em seguida, o grupo foi para a Embaixada do Japão, onde protestou contra o apoio de empresários japoneses ao agronegócio, especialmente contra o Plano de Desenvolvimento Agropecuário Matopiba (a sigla se refere aos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Embora o decreto presidencial nº 8852 de 18 de outubro passado tenha colocado um fim nesse plano, os investimentos japoneses e de outros países nesses estados continuam.
“A expansão do agronegócio na região [do Matopiba] vai ser muito grande. Eles estão visando o capital, sendo que nós visamos a vida. Não adianta ter o capital no bolso e não ter o oxigênio para respirar”, avalia Ivonete Krahô-Kanela, liderança do Tocantins. Mesmo o projeto tendo sido extinto, a expansão desenfreada do agronegócio sobre os territórios ainda gera muita preocupação entre os indígenas.
Vindos de Tocantins, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rondônia, eles se manifestaram em frente à sede da FPA contra medidas do Congresso Nacional que trazem retrocessos e ameaças aos seus direitos. Também expressaram indignação com a reabertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).