por Ina Kerner*

A discussão sobre interseccionalidade tem ocupado um espaço importante na pesquisa de gênero. O reconhecimento de que formas sexuais de injustiça são, por um lado, análogas e, por outro, empiricamente entrelaçadas com outras formas de injustiça — como as relacionadas a “raça”, etnia e religião — encontra nesse conceito sua expressão teórica. Se levarmos em consideração razões histórico-linguísticas, a importância de refletir com maior precisão sobre a relação entre racismo e sexismo é evidente por si só.

Resumo

O feminismo acaba de redesenhar seu rosto. Ele não é menos combativo, pelo contrário, está mais forte e plural. Foi o que se viu na Bahia, no evento que reuniu 1815 participantes, 156 nações, de todos os continentes do planeta. Pela primeira vez (de 8 a 11/9) um país da América do Sul sediou um Fórum da AWID, organização global de direitos e desenvolvimento da mulher.

O povo indígena Yanomami possui um jeito diferente de entender o que se costuma chamar de "natureza". Na sua língua, eles dizem Urihi a - terra-floresta -, uma entidade viva que faz parte de uma complexa dinâmica de relação entre humanos e não-humanos, como animais, plantas e outros. Um recorte dessa relação está descrito no “Manual dos remédios tradicionais Yanomami”, lançado pelo ISA e pela Hutukara Associação Yanomami em 2015.

Vários projetos de lei e até de emenda à Constituição estão em debate em Brasília com uma única temática: o licenciamento ambiental. Atacado por empresários como obstáculo ao desenvolvimento do país, o licenciamento é o principal instrumento de controle de atividades econômicas potencialmente poluidoras que existe no ordenamento jurídico brasileiro.

Após o anúncio do Ministério Público Federal, na última terça, de que irá monitorar a conduta dos policiais nas próximas manifestações contra o governo, hoje foi a vez de a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, órgão que comanda o Ministério Público do Estado, reconhecer os excessos da corporação.

Em reunião realizada no dia 8 de setembro, o procurador-geral Gianpaolo Poggio Smanio propôs a criação de um grupo formado por representantes da sociedade civil e instituições do poder público para “aprimorar a atuação da polícia em situações de protesto”.

Carmen Lucia no plenário

A ministra Cármen Lúcia toma posse nesta segunda-feira (12/9) na Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) para o biênio 2016/2018. A ministra também ocupará a Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Para superar a crise econômica, o governo Michel Temer tem defendido medidas de ajuste radical, como a PEC 241, que limita os gastos públicos por 20 anos, e a flexibilização das leis trabalhistas, com a ampliação da terceirização para todas as atividades, proposta já aprovada na Câmara e agora em análise no Senado. Especialistas contestam: “As medidas anunciadas são todas de perdas para os trabalhadores”, afirma Patrícia Palatieri, coordenadora de pesquisas do Dieese.

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