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O que pensam os candidatos

Autor original: Graciela Baroni Selaimen

Seção original: Serviços de interesse para o terceiro setor

São cinco os candidatos que representam a América Latina e o Caribe nas eleições para o ICANN. Do Brasil, Ivan Moura Campos, Claudio Silva Menezes e Aluisio Nunes. Além destes, são candidatos o uruguaio Raul Echeberria e o chileno Patricio Poblete.


Recentemente, o Internet Democracy Project - que visa dar acesso à participação da sociedade civil na criação de estruturas de controle da Internet, garantindo assim que seus pontos de vista sejam levados em conta - distribuiu um questionário entre os candidatos ao ICANN. Entre os candidatos latino-americanos, enviaram respostas Ivan Moura Campos, Aluisio Nunes e Patricio Poblete, até o momento.


O professor Ivan Moura Campos se mostrou prudente em relação à criação de novos registros de TLD (Top Level Domain). Segundo ele, a preocupação sobre esta questão "não deve ser apenas quanto à viabilidade técnica". Ivan assume ser "em essência, a favor da expansão do atual universo de nomes de domínio, mas não recomendaria que isso fosse feito como num big bang", e recomenda prudência "em assuntos que podem ter efeitos colaterais inesperados". Ele também afirmou que "o ICANN deve ter um mandato puramente técnico, no âmbito dos "nomes e números". Condutas e conteúdos na Internet são aspectos culturais dos quais o ICANN deve se manter afastado".


Aluisio Nunes acredita que pelo menos 10 vagas na diretoria do ICANN deveriam ser preenchidas por eleição (atualmente, das 19 vagas, apenas 5 são preenchidas dessa forma). "Eu reconheço que a atual conjuntura do ICANN não preenche democraticamente a composição de sua diretoria. Diante das evidências, eu sou favorável a que pelo menos 10 vagas na diretoria sejam ocupadas através de eleições." Quanto ao controle em relação a condutas e conteúdos na web, Aluisio acha que o ICANN pode desempenhar esta função, "se for de uma maneira democrática".


Já Patricio Poblete acha que "o ICANN deveria avaliar o impacto de se introduzir um pequeno número de novos TLDs antes de tomar decisões sobre como este processo deve ser desenvolvido." Patricio também defende a idéia de que o ICANN pode ser submetido a auditorias independentes: "eu concordo com este conceito, me parece natural que isto ocorra".


As entrevistas podem ser lidas na íntegra no site do Internet Democracy Project.