Autor original: Maria Eduarda Mattar
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Terminou nesta terça, 15 de maio, o julgamento do fazendeiro acusado de matar a missionária norte-americana Dorothy Stang, no Pará. Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi considerado culpado pela morte e foi condenado a 30 anos de prisão. O júri popular acolheu por 5 a 2 a tese da acusação e, pelo mesmo número de votos, recusou a tese da defesa de que o acusado não tinha motivos para matar a vítima. A pena de 30 anos é a máxima permitida no Brasil para esse tipo de crime. Como a pena é maior que 20 anos, haverá um novo julgamento, no qual o réu pode, inclusive, ser considerado inocente.
Agricultores e representantes de variados movimentos sociais montaram por três dias uma vigília, organizada pelo Comitê Dorothy, em frente ao Tribunal de Justiça onde foi julgado o caso. Calcula-se que mais de mil pessoas se reuniram no local após o anúncio da sentença.
Dorothy Stang, de 72 anos, foi assassina com seis tiros em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, Pará.